No twitter só se fala no famoso dia do beijo… Uns querendo curtir tudo o que podem e usufruir as chances de sair com aqueles (ou aquelas) que ainda não teve chance, outros mais quietinhos se isolando em suas rotinas.

Dois pontos me assustam nesse dia.

O primeiro deles é como o beijo está banalizado. Qualquer um beija quem quer, na hora que quer e voltamos a nossas rotinas como se nada tivesse acontecido. Como se o sexo não fosse um tabu à parte em todas as juventudes e mocidades cristãs, eu venho mais longe questionar o beijo dentro das igrejas.

Não que eu seja retrógrada ou algo assim… Eu mesma admito ter beijado muito na minha adolescência, mas quando olho pra trás pergunto: em que isso me auxiliou? Valeu a pena?

Beijei muito, acho até por uma questão de status social… E hoje mais do que nunca, quando temos músicas como “Ficar com você” da Carla Visi fora das igrejas, e dentro das igrejas essa ideia se perpetuando como cupim em armário aglomerado, eu fico sem saber o que pensar.

Beijo não é algo que possui o tabú como a virgindade, mas é algo íntimo também… Ou não? Não sei quem já viu o filme “Uma Linda Mulher” com a Julia Roberts e Richard Gere, onde ela, como garota de programa, se coloca à disposição de fazer tudo por ele, menos beijá-lo na boca.

Se num filme de hollywood isso é discutido, então porque não abordar este assunto aqui? Sei que é um tema muito delicado e por isso resolvi lançá-lo somente no final do dia do beijo.

O segundo ponto a abordar e que por acaso eu já até twittei é sobre o beijo mais famoso da bíblia; aquele que traiu Jesus. Judas não apontou, não falou, ele simplesmente delatou quem era Jesus com um simples beijo e este sinalizou aos soldados romanos quem se auto-proclamava “Rei dos Judeus.

O que poucos sabem é que o beijo era um cumprimento famoso naquela época para designar seu rabino ou professor. Nesse sentido, o ponto que quero apontar são duas coisas, a falsidade dentro da igreja e o desrespeito para com a liderança.

Quem nunca ouviu que na igreja tem panelinhas, fofocas e todo o resto mais? Mas todos se beijam, cumprimentam o irmão, dizem estar orando um pelos outros… Mas o respeito ao próximo e a liderança muitas vezes se perdem nesse interim. Ou soltamos algo sem querer, ou muitas vezes por querer…

Nesse ponto, será que não teríamos banalizado o beijo dentros das igrejas como Judas fez com Jesus?

Pergunta do dia: O que acham desses pensamentos abordados?

Que Deus nos ilumine para que eu também possa ter tantas dúvidas sanadas.

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