Comecei, hoje, a participar de um seminário na igreja sobre teologia contemporânea e tive várias ideias sobre novos posts para escrever. Uma sobre a revisão necessárias as traduções atuais da escritura, outro sobre o equívoco da maioria das pessoas com relação ao número 666, dentre vários outros temas, mas quis começar falando de uma conversa que tive com a Angélica, que é da minha igreja, e que por acaso também escreve em um blog.
A conversa foi sobre os ministérios de louvor e dança da igreja. Dos quais eu sou extremamente reticente.
Acredito no louvor e na dança como forma de adorar a Deus? Claro que sim. O que me incomoda e me faz cada vez mais ser contra a exposição e a valorização desses ministérios é simplesmente uma palavrinha… Vaidade.
Quantas vezes vemos pessoas que somente frequentam a igreja pensando em tocar ou dançar no louvor? Quantas pessoas não estão ali para que Deus seja o centro, mas sim elas? Precisam de elogios, precisam de roupas brilhantes, precisam se destacar.
Estou generalizando? Claro que estou… Existem casos a parte em todas as circunstâncias, mas atualmente muitos agem e pensam assim. Já vi em minha caminhada cristã pessoas que foram embora do culto por não dançarem ou não participarem do louvor naquele dia. Já vi pessoas que saíram da igreja por não estarem envolvidos mais em algum ministério.
Sinceramente, vamos pensar em números… Quantas pessoas querem limpar o banheiro da igreja? Agora compare com o número de pessoas que querem participar do louvor e/ou do ministério de dança. A que saldo nós chegamos?
A balança sempre penderá para o lado mais fraco, o lado humano, o lado do egocentrismo, da vaidade, do eu. A balança penderá para o lado onde receberá mais elogios ou terá seu rosto e imagem cada vez mais a frente. Nesse caso, se fossemos primar para darmos o mesmo direito aos elogios para quem limpou os banheiros e quem tocou algum instrumento, dançou ou cantou no culto, deveríamos de púlpito agradecer cada um que fez algo pela igreja na semana. Já imaginou o tempo gasto nisso? Ou que tal proibir qualquer manifestação de elogio ou agradecimento aqueles que cantaram ou dançaram no culto. Você acha que o certo é censurar a demonstração daqueles que foram impactados pelo louvor ou pela dança?
Mas isso está prejudicando a vida espiritual destes mesmos que possuem dons especiais de música, danças e artes e alguns precisam de ajuda urgentemente.
Estamos em uma época onde o louvor e a dança de adoração a Deus é cada vez mais comercial. Estamos em uma época que entregamos trófeus aos “cantores”, “bandas” e “ministérios” gospel. Essa é a era que paga o valor absurdo para ter a presença de um grande nome da música gospel em nosso meio. Estamos na era do “EGOspel”… Desculpem-me o trocadilho mas foi inevitável.
Então o quê fazer? Bem, a Angélica citada anteriormente, é a líder de um ministério da minha igreja e acabou me convidando para participar. Qual o ministério? O de dança, teatro e louvor. Ironias à parte, aceitei com ressalvas… Deixei bem claro que eu não quero estar lá na frente e que nunca saibam que sou eu que estou fazendo algumas coisas, da mesma forma como eu não tenho nome e rosto, sou apenas “A Evangelista”. Pedi isso, pois mesmo levantando uma bandeira contra a vaidade dentro da igreja e tentando ser o mais discreta possível, sou humana e não quero dar chances para esse bichinho da vaidade cristã me atingir. E o melhor… Eu quero continuar indo para igreja por e para Deus, e só por Ele.
Pergunta do dia: Você já foi testemunha de um caso de vaidade em um dos ministérios citados?
Que Deus nos abençoe e nos ensine todos os dias a humildade.
Hoje enquanto lia o twitter me deparei com um que dizia:
Que cristão pensa em dinheiro, não é novidade nem para quem não é cristão, mas no mês de outubro eu fui num evento chamado 




Nunca escondi a minha crença de ninguém, principalmente por convidar colegas e conhecidos para visitarem minha igreja, afinal convidar não arranca pedaço. Só que não sou daquelas que insiste até a pessoa ficar de saco cheio. Apenas convido um vez e se recebo uma negativa já aviso que se um dia mudar de opinião que basta falar comigo.




